
Razão tinham os irmãos Marx quando afirmavam que o futebol é o ópio do povo.
Com efeito, e agora que reflicto nisso (estou a ficar cansado de tanto reflectir; às vezes parece que me encontro mais a deflectir), o que iria pensar um casal gay alienígena ao acercar-se, com a sua nave, de um estádio de futebol apinhado de humanos, a seguirem com os olhos uns outros tantos humanos a correrem ilogicamente atrás de um objecto esférico, pontapeando-o e pontapeando-se entre si? Boa coisa não seria, por certo.
Alienação de massas.
Existem milhentas coisas óptimas que você, unidade de carbono, pode procurar fazer, ao invés de se resignar a fumar o ópio do povo:
- Estudar matemática
- Comer uma caldeirada de chocos e uma sopa de caldo verde
- Ler actas de reuniões de condomínios
- Ouvir a discografia exaustiva do Chúlio Iglésias (em especial os temas: Un canto à Galicia hey, Cu curu cucu paloma e Il mio amore é mais jovene que eu)
- Fazer criação de caracóis
- Ler a obra Mein Kampf da autoria de José P.T. Sócrates
- Tornar-se sócio do Grupo Desportivo da IURD
- Ler os históricos do SAP-DMS
- Ouvir os clássicos do Eurofestival das cantigas
- Assistir aos canais Parlamento, Gigashopping e Seara Nova (se possível, todos ao mesmo tempo)
- Estudar matemática novamente
Se acha que isto não se aplica a si, caro leitor, procure então, alternativamente, aconselhar-se com um psicanalista (psiquiatra especializado em patologias anais).
Ai que saudades que eu tenho dos tempos em que não havia televisão privada. A RTP chegou mesmo a ser considerada a terceira melhor cadeia de televisão em toda a península ibérica. E isso, porque não havia segunda!
Sem comentários:
Enviar um comentário