quinta-feira, fevereiro 18, 2010

O Futebol devia ser banido


Razão tinham os irmãos Marx quando afirmavam que o futebol é o ópio do povo.

Com efeito, e agora que reflicto nisso (estou a ficar cansado de tanto reflectir; às vezes parece que me encontro mais a deflectir), o que iria pensar um casal gay alienígena ao acercar-se, com a sua nave, de um estádio de futebol apinhado de humanos, a seguirem com os olhos uns outros tantos humanos a correrem ilogicamente atrás de um objecto esférico, pontapeando-o e pontapeando-se entre si? Boa coisa não seria, por certo.

Alienação de massas.

Existem milhentas coisas óptimas que você, unidade de carbono, pode procurar fazer, ao invés de se resignar a fumar o ópio do povo:

  • Estudar matemática
  • Comer uma caldeirada de chocos e uma sopa de caldo verde
  • Ler actas de reuniões de condomínios
  • Ouvir a discografia exaustiva do Chúlio Iglésias (em especial os temas: Un canto à Galicia hey, Cu curu cucu paloma e Il mio amore é mais jovene que eu)
  • Fazer criação de caracóis
  • Ler a obra Mein Kampf da autoria de José P.T. Sócrates
  • Tornar-se sócio do Grupo Desportivo da IURD
  • Ler os históricos do SAP-DMS
  • Ouvir os clássicos do Eurofestival das cantigas
  • Assistir aos canais Parlamento, Gigashopping e Seara Nova (se possível, todos ao mesmo tempo)
  • Estudar matemática novamente

Se acha que isto não se aplica a si, caro leitor, procure então, alternativamente, aconselhar-se com um psicanalista (psiquiatra especializado em patologias anais).

Ai que saudades que eu tenho dos tempos em que não havia televisão privada. A RTP chegou mesmo a ser considerada a terceira melhor cadeia de televisão em toda a península ibérica. E isso, porque não havia segunda!

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