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Por vezes, acordava a meio da noite, aterrorizado,
enquanto olhava a Lua Cheia, imóvel e silenciosa,
derramando a sua luz leitosa, através da janela do
meu quarto.
Talvez fosse um outro eu, diferente deste que se
esconde a coberto da noite, segurando o volante,
enquanto o rádio chora melodias cinzentas de
solidão de universo.
Envia-me um anjo.
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